Modelo de Plano de Aula

 

O plano de aula é  um registro detalhado dos objetivos  da matéria que será trabalhada, o material utilizado, o que será feito e quanto tempo vai levar. Proporciona uma organização que pode ser a diferença entre uma aula bem sucedida ou não. Segue como modelo o plano de aula da Aula de Telejornalismo da PUC - Goiás do  Mestre Professor Enzo de Lisita .

 

 

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE

CATÓLICA DE GOIÁS

Departamento de Comunicação Social

Graduação em Jornalismo

Plano de Curso

 

 

Créditos: 04

Carga Horária: 68h

Docente: Enzo De Lisita enzodelisita@uol.com.br  

   

 

 

1 – EMENTA

      Evolução histórica do telejornalismo. Conceitos e práticas referentes à pesquisa e organização da produção de programas jornalísticos na TV. Gravação e edição de imagens. Estruturas narrativas no telejornalismo. Análise teórica e prática do noticiário de TV. Fundamentos teóricos e práticos da reportagem na TV. Gêneros jornalísticos na TV. Edição e montagem de telejornal. Produção e edição de programas especiais.

 

2 – OBJETIVOS

 

2.1 – OBJETIVO GERAL

 

Compreender como funcionam as práticas profissionais de um departamento de telejornalismo de uma emissora de televisão e qual o papel do jornalista de TV.

 

2.2  OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

- Conhecer a história do telejornalismo no Brasil.

- Aprender o trabalho de produção e apuração de uma redação de Telejornalismo.

- Compreender a função social do telejornal para a sociedade brasileira.

- Fazer uma análise crítica do conteúdo de um telejornal.

- Identificar a linguagem usada nos telejornais.

- Ter condições práticas de produzir reportagens e outros gêneros jornalísticos da TV.

- Saber as regras de edição.

- Cohecer todas as etapas de montagem de telejornais e programas especiais.

 

 

3- ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS

 

A disciplina será dada em laboratório e em sala de aula. Estão programadas aulas expositivas dialogadas, para o debate de ideias sobre teoria e técnica do trabalho desenvolvido na redação de um telejornal. Nas aulas práticas desenvolvidas em laboratório, os alunos receberão toda orientação sobre a produção de reportagens, edição de matérias e montagem de telejornal, além de orientação e acompanhamento na produção de programas especiais, com uso de todos os recursos técnicos existentes no laboratório.

Como suporte para a execução dos trabalhos práticos, os alunos farão pesquisa bibliográfica e produção de textos com linguagem específica para TV. Dentro do espírito de despertar a criticidade dos alunos, serão realizadas análises de telejornais e reportagens especiais dos programas de rede e regionais, bem como de artigos. Está prevista interdisciplinaridade com disciplina de caráter prático, como Infografia e Videografia.

 

 

4 – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

Unidade I:

História do telejornalismo no Brasil.

Análise teórica e prática do noticiário de TV.

Vocabulário técnico básico da TV.

 

Unidade II:

Conceitos e práticas referentes a pesquisa e organização da produção de programas jornalísticos na TV.

O que é produção.

Função e tipos de pauta.

Produção de pauta.

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Unidade III:

Reportagem.

Estrutura da reportagem de TV (off, passagem, sonora, etc).

Tipos de reportagem (matérias produzidas e factuais)

Reportagem especializada (esporte, rural, política, comportamento, etc).

Ética jornalística na TV (uso de imagens, denúncias, câmera escondida, etc).

Execução de uma matéria para telejornal.

 

Unidade IV:

A edição de reportagens.

Montagem de telejornal.

Montagem de programas especiais.

 

Unidade V:

Telejornalismo na era da TV Digital.

Telejornalismo on-line.

 

5- RELAÇÃO COM OUTRAS DISCIPLINAS DO CURSO

 

Disciplina(s)

Conteúdo Relacional

 

Infografia e Videografia

A utilização de videografias feitas pelos alunos, com orientação do professor, nas reportagens, elaboração de cartelas, selos, tarjas de serviços, mapas, cenários virtuais para os telejornais e programas especiais.

 

 

6 – BIBLIOGRAFIA

 

6.1 – BIBLIOGRAFIA BÁSICA

 

CURADO, Olga. A Notícia na TV: o dia-a-dia de quem faz telejornalismo. São Paulo: Alegro, 2008.

TOURINHO, Carlos Alberto Moreira. Inovação no Telejornalismo: o que você vai ver a seguir. Vitória: Espaço livros, 2009

VIZEU, A. Decidindo o que é notícia: os bastidores do telejornalismo. Porto Alegre: Edipucrs, 2006.

BRASIL, Antonio; arnt, Héris. Telejornalismo on-line em debate. Anais do 1º Seminário de Telejornalismo on-line Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, 2008.

BARBEIRO, Heródoto. Manual de telejornalismo. Rio de Janeiro: Editora Campus. 2002

 

6.2- BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

 

BUCCI, Eugênio. Sobre ética e imprensa. São Paulo: Ática, 2008.

REZENDE, Guilherme Jorge de. Telejornalismo no Brasil: um perfil editorial. São Paulo: Summus, 2007.

MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. São Paulo: Ed. Senac, 2005.

BRASIL, Antônio Cláudio. Antimanual de Jornalismo e Comunicación. São Paulo: Senac, 2007

 

6.3- OUTRAS REFERÊNCIAS

 

BOURDIEU, Pierre. Sobre a Televisão.Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.

SQUIRRA, Sebastião. Aprender Telejornalismo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1995.

RODRIGUES, Ernesto (Org.). No próximo bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet. Rio de Janeiro: PUC-RJ / São Paulo: Loyola, 2005.

YORKE, Ivor. Telejornalismo (4ª Ed.). São Paulo: Roca, 2007.

Artigos científicos e textos da WEB.

 

 

7- SISTEMA DE AVALIAÇÃO

 

A avaliação, para dar uma dimensão a mais próxima da realidade possível do aprendizado alcançado pelo (s) aluno (s), é um processo contínuo Nesta disciplina, será desenvolvida e observada durante todo o semestre. Com esse objetivo, serão realizadas, portanto, quatro avaliações ao longo do semestre letivo, que irão compor as notas de N1 e N2. Destacando que o total da N1 tem o peso 0,4 e o total da N2 tem o tal de 0,6..

 

Avaliações

Tipo

Data

Valor

 

 

N1

Confecção de pauta e de reportagem/ individual

Antes da prova

4,0 pontos

Prova escrita/ individual

Conforme calendário

6,0 pontos

Total N1

 

10,0 pontos

 

 

N2

Produção  e finalização de um telejornal/

em grupo    

Antes da prova

4,0 pontos

Prova escrita/ individual

Conforme calendário

6,0 pontos

Total N 2

 

10,0 pontos

 

As datas das avaliações e trabalhos obedecem ao calendário escolar da PUC-Goiás. Será considerado aprovado o aluno que obtiver a frequência mínima legal de 51 presenças (ver abaixo o quadro) e nota final igual ou superior a 5,0 pontos, já aplicados os respectivos pesos nos conjuntos de notas.

 

8- Cronograma de atividades

 

 

10 – Início das aulas para veteranos. Explicação do Plano de Aula.

13 a 17 – Carnaval / Cinzas / Feriado / Recesso

24 – Início da Unidade I.

 

 

 

03 – Aula Inaugural de Comunicação Social (Teatro/Noturno).

Aula normal no matutino. Início da Unidade II.

10 –Unidade II.

17 – Início da Unidade III.

24 - Unidade III.

31 – Entrega da reportagem.

 

07 – Prova N1.

14 – Início da Unidade IV

21 a 23 – VI Semana de Cultura e Cidadania.

28- Unidade IV.

 

05 – Avaliação da produção já realizada.

12 – Unidade V

17 a 19 – II Simpósio Anual de Pesquisa do Curso de Comunicação Social da PUC Goiás./ Atividade extra-classe.

26 – Unidade VI.

 

27/29 – Intercom Centro-Oeste.

 

07 a 12 – Bancas de Projeto Experimental.

 

02 – Prova de N2.

09 – Entrega do programa especial finalizado.

Completam as 68 horas.

16 – Entrega da nota final (prova + programa).

23 – Entrega das notas e fechamento do semestre.

 

 

9- Frequência e Observações

-          Partindo do compromisso de uma formação de sujeitos autônomos, espera-se da relação professor-aluno um processo cunhado na responsabilidade (individual e coletiva) e no respeito recíprocos.

-          Para evitar qualquer constrangimento ou transtorno acadêmico, o/a aluno/a deve se certificar de que seu nome está na pauta de chamada da Disciplina. Caso não esteja, deve providenciar a regularização com urgência.

-          Como prevê o Regimento Geral da PUC-Goiás, o/a aluno/a que não estiver devidamente matriculado/a na Disciplina não poderá frequentar suas aulas, nem mesmo desenvolver qualquer atividade acadêmica a ela relacionada.

-          Para o bom andamento das aulas, é fundamental que haja pontualidade, participação e interação entre professor e alunos.

-          Por esse motivo (e não por nenhum outro), serão tolerados 20 minutos de atraso na primeira aula. Passados esses 20 minutos, o/a aluno/a poderá ser considerado faltoso na primeira aula, mas podendo ainda participar do restante desta aula.

-          Para obter a presença da segunda aula, ou seja, 45 minutos após o início da primeira, é necessário que o aluno tenha permanecido todo o tempo em sala. (Devido ao fato de esta disciplina ser ministrada em apenas um dia, a regra vale para a terceira e a quarta aulas).

-          Casos específicos devem ser previamente discutidos com o professor, evitando-se interpretações equivocadas e/ou entraves no cumprimento do cronograma proposto pela Disciplina.

-          A chamada não será feita necessariamente em voz alta. O professor pode acompanhar em silêncio a entrada, permanência e saída dos alunos e marcar as presenças ou faltas.

-          Aquele aluno que, mesmo estando em sala, estiver fazendo outra atividade paralela à desenvolvida pela turma (ex.: ouvindo música, navegando na Internet, lendo material diverso ao discutido na aula etc) não terá presença na respectiva aula.

-          O aluno deverá ter 75% de freqüência (51 presenças) para ser aprovado. Assim, poderá ter no máximo 17 faltas em 68 aulas. Cada dia em sala equivale a 4 aulas.

-          Atestados médicos devem ser encaminhados à Secretaria do Campus V, via processo, no prazo de até 15 dias corridos, para avaliação da junta médica da PUC-Goiás.

-          Não há abono de faltas em nenhuma hipótese. A solicitação de atividade para reposição de conteúdo está condicionada ao deferimento do processo aberto na Secretaria do Campus V.

-          Em respeito ao Regimento Geral da PUC-Goiás, o/a aluno/a que faltar por motivo de trabalho não poderá solicitar presença nesta aula.

-          Para maiores informações sobre frequência, ver o Manual do Aluno da PUC-Goiás, página 17.

-          Certificados de participação em eventos da área do Curso devem ser apresentados ao professor no máximo na aula subsequente à falta. Fica a critério do professor considerar tal participação para fins de reposição de conteúdo.

-          Em caso de ausência do aluno em alguma aula, é exclusivamente de sua responsabilidade a interação sobre o conteúdo nela ministrado, para que haja o bom acompanhamento da Disciplina.

-          Qualquer dúvida relacionada a esta Disciplina deve ser levada pessoalmente ao professor, no horário em que ele estiver disponível no Campus V. Se preferir, o/a aluno/a pode enviar um e-mail, que poderá ser respondido prontamente ou, pessoalmente, na aula subsequente.

-          É um direito do/da aluno/a saber suas médias (N1 e N2) e presenças. Desejando, consulte pessoalmente o professor.

-          Ao final do semestre, o professor desta Disciplina reservará uma aula especificamente para entrega de notas e trabalhos, informação sobre presenças e resolução (ou encaminhamento) de alguma pendência do/da aluno/a na Disciplina. Esta data será informada com a devida antecedência.

-          Informações sobre notas e presenças jamais serão fornecidas via e-mail ou por telefone. Caso não possa obtê-las pessoalmente, o/a aluno/a poderá autorizar por escrito que um colega as busque no seu lugar.

-          Bolsistas que têm este benefício condicionado a não reprovação nas Disciplinas devem redobrar seus cuidados com relação ao bom acompanhamento das aulas, principalmente no que tange a notas e presenças.

-          Em sala de aula, os celulares devem permanecer desligados ou no modo silencioso. Em casos imprescindíveis, deverão ser atendidos fora da sala e com a devida discrição, para não prejudicar o bom andamento da aula.

-    Trabalhos não serão aceitos após a data estipulada de entrega;

-     Não existe prova de 2ª chamada. Uma prova substitutiva somente será dada via processo.

 

 

 

Goiânia, 8 de fevereiro de 2010

 

Enzo De Lisita